segunda-feira, 28 de julho de 2014

Tabefes

Recebi aquele tapa e senti uma onda estremecer o meu ser por dentro. 
Vi os teus gritos a sua incoerência ansiosa, o teu ódio nas tuas retinas percebi;
Deixei repousar a tua mão na minha face; 
E procurei a tranquilidade do mar sem disfarces, 
Para não imitar a tua atitude por isso da tua fonte não bebi. 
Ouvi-te maldizer- me!
Dizendo-me, que seria eternamente infeliz...
Dobrei os joelhos como se não tivesse recebido aqueles tapas.
Comecei ajuntar todos os retalhos espalhados ao chão, mas não tive tempo de perceber o caos que habitava em mim...
Porque estava naquele momento juntando o resto de qualquer coisa de mim.
Hó vida minha?
Quantas vezes a minha face se apresentará aos estalos da sua mão, sem ter que revidar?
Minhas mãos estão atadas, vivo refém de mim...
Vivo procurando a paz em mim.
E quem sabem igual aquela musica:
A paz tome conta do meu ser e eu possa voar mais alto.
Os teus tabefes me deram paz.