terça-feira, 1 de outubro de 2013

Pingo o bandoleiro

O escuro me causa arrepios quando fico longe dos teus abraços neste frio 
e o meu coração tão vazio e vadio vive bandoleando pelas ruas.
Doravante sou sem  dona, 
que falta sinto daqueles abraços maravilhosos de outrora?
Eram reconfortantes os teus mimos a tua voz inesquecível que ainda hoje ecoa dentro de mim...  
Por não querer abandonado ser á uma sorte incerta,  
procuro abrigo entre corações alheios e vadios, mas só levo bordoadas, 
olhares atravessados fitam-me e intimidam-me pelas ruas tumultuadas, 
mas resta-me a lembrança quando estava junto a ela, 
sentia-me uno, mesclado e a  minha alma pulava de alegria e o coração foi á mil palpitadas...
Fui a alegria em meu lar,
fui paz  e guerras,
hoje vivo triste pelas ruas um coração sem dono.
Chamam-me de bandoleiro perdido nas ruas das minhas vertigens.
Ruas aquelas que em nalguma esquina encontrar-te-ei! 
É dona minha! 
Antes ao teu lado fui cativo, 
mas num vacilo, num pequenino vacilo: 
Um bandoleiro tornei a ser. 
Embora ainda anseio pelo teu resgate