quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Não sou argila nas tuas mãos

Não associe minhas obras com as tuas, ignore se eu acordar mais tarde:
Perdoe por não acompanhar o teu raciocínio.
Por não partilhar da sua vida.
Por vezes ser lento e esquecido,  assim é meu ritmo.
Não queira moldar-me, da mesma forma que faz o artesão com a argila ou o ventríloquo com seu fantoche.
Com tantas coisas que tens a fazer na vida?
Cá para-nos; não perca o tempo comigo!
Bem como, já erro por demais da conta...
Todavia, peço-te:
Deixe-me viver!
Deixe-me e ressalve o que é natural, à simplicidade que conhece em mim.
Em seguida, desta vida ainda vou aprender muito.
Constituirei um bom ser dentro de mim!
Mudarei a minha aparência e minhas atitudes mediante as situações...
E quem sabe, por estas curvas da vida?
Passaras por mim e não me reconheceras.
Porque aquele pobre de amor e maltrapilho sem itinerário!
Moldou a sua vida com as próprias mãos qual o artesão faz com a argila e tomou do ventrículo as cordas que o controlavam...
Ele não mendiga mais carinhos, por ter descoberto nas minas de seu coração tão árido e agora encontra-se sorrindo!
Admirado com as riquezas que nem ele sabia bem como distribuir...
Você e muitos irão exclamar espantados:

O mendicante sabe sorrir!