quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cativo

Poderia não voar, 
mas, todo passarinho que já foi livre um dia, 
á de voar livre outro dia! 
Cansei do seu alpiste barato e de sua água parada,
improviso um canto lamurioso onde encontro-me cativo.
Podastes minhas asas, para que eu pode-se viver cativo,
cativo sem amor mas que eu vive ao teu redor. 
Por futilidades suas, e assim sendo ouço teus pensamentos:
podo-te as asas, devoro-te o teu canto, mantenho-te cativo sem escolha.
Pássaro tolo!
Ai te pergunto?
Tolo?
Tolice é a tua seu bobo!
Podando-me por ser inocente perderás a oportunidade de ver as maravilhas de um pássaro em pleno voo e cantando com todo o folego! 
Amandio Sales