domingo, 23 de outubro de 2011

Ferrugem


Não tenho o que me orgulhar quando falho com alguém. Deixando fragmentos de magoas, fico triste por dentro, despedaço-me, corroendo-me feito a ferrugem desmanchando um ferro abandonado no tempo, ou varias traças em um livro devorando-o, extinguindo-o lentamente, fico desse jeito com uma magoa interna... 
 É como compreender alguém sem saber o que ela quer, vendo-a brigando com você o tempo todo, qual razão sem raciocino? Brigar para que? Se você faz tudo e nada a satisfaz só me resta à bondade de compreendê-la e isso  me alenta compreensão por estar sempre ao lado e faço parte de uma seletiva que pouco tem e ousam...
Quanto mais queremos ser bons, complicado fica, sabe? Ser você deve ser complicado. Embora seja um exercício diário para a nossa melhoria intima é como pedir perdão mil vezes por um erro bobo e quando chegarmos aos novecentos e noventa e nove e essa pessoa em fim lhe perdoa, é como criar asas e ficar leve, passa a ser diferente ser você, como todas as doenças de sua vida sumissem. É ter no coração o verdadeiro sentido de ver o mundo com os olhos de uma criança e até indagá-la o que ela observa perguntando-a, sobre a criação e quem é Deus? Quem sabe ela possa nos explicar com clareza qual é o sentido da vida.