domingo, 3 de julho de 2011

Ondas do tempo

Pai?
O dia esta quieto e a noite tranquila e fria...
Vejo-me, diante de ti, um pequenino grão de areia a escrever!
Em meio a poeira humana, 
gente, que não tem tempo para ti e nem para si!
Pessoas que deixam de amar por dinheiro e morrem por dinheiro...
Vejo-me a beira do mar a escrevinhar na areia e as ondas  do tempo,
apagando meus devaneios, sonhos, desejos, amor, desenhos...
Mas escrevo um novo roteiro a cada palavra apagada,
por uma onda temporária e escrevo mais uma loucura...
Descreverei, sonhos presentes, sonhos vividos, sonhos imaginados, sonhos que sejam criados, sonhos de fé!
Pai?
A onda é o tempo que passou e que escrevo são novos contos, novas vidas; para que, fiquem gravadas na alma e jamais apagadas feito pegadas na praia...