domingo, 17 de abril de 2011

O velho que habita em mim



Meus olhos não abrem mais,
esse é o meu último suspiro,
por isso o mundo calou!
Por respeito ao meu fim.
Fim? Que fim?
Se o que silenciou foi o velho
que habitava em minha alma!
A vida continua,
ficam as coisas boas.
Hoje sou livre, penso.
O que se foi, foi o velho que havia em mim!
E agora o que existe é um jovem
com sede de expor sem medo
do velho que tinha medo de sorrir,
de chorar, de cantar e falar
o que estava preso nas entranhas da alma:
mesmo sendo velho sou um poeta!