quarta-feira, 30 de março de 2011

Canção perdida

Gota d’água pinga pingos, é orvalho de verão;
Pássaros voam e pulam de galho em galho, é comida farta no sertão;
Borboletas e abelhas fazem a festa no pomar, parece à prima-verá no sertão;
E eu com um violão de baixo de uma grande e bela árvore, tocando para a natureza e minha banda;
O gorjear dos pássaros e o caminhar das formigas, zumbido dos insectos e a minha segunda voz é a cigarra cantarolando perto de mim.
La me vai com minha orquestra afinada, mas tem um ruído diferente que desafina a minha banda.
É a orquestra desafinada, os integrantes são:
Um serrote, um machado, animais que não são da nossa fauna e o fogo!, o mais desafinado de todos. A sua musica arde e detrói os tímpanos da natureza, quebrando as vitrines naturais pelas mãos do homem. O meu cajueiro “grande árvore e bela” parecia imponente estremeceu caindo num longo grito de dor, agora não tenho pássaros, não tenho pomar não tenho mais nada!
 No lugar, vaca se cabras e algumas galinhas, onde ficava minha árvore, ficaram a marca do fogo, sendo morada a da dor.
Agora meu canto é silencio ouvindo o estalar do fogo e vendo os insectos queimarem borboletas morrerem, caindo uma a uma, abelhas sufocadas pela fumaça e a cigarra em desespero morreu queimada viva, adeus minha segunda voz!
Aqui fica meu lamento, minha gente não faça queimadas não destruam o pouquinho que temos com essa sinfonia da morte.